Saúde disponibilizará Teleatendimento para tirar dúvidas

O Ministério da Saúde disponibilizará um sistema de Teleatendimento para a
população responder dúvidas e dar orientações sobre o novo Coronavírus
(Covid-19). A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, em entrevista coletiva no último 19 de março, no Palácio do Planalto.
“Deveremos ter uma ferramenta inovadora para que o brasileiro receba
chamado e, ao manifestar o risco, o sistema manter o paciente monitorado.
Além disso, empregaremos Telemedicina de médico para médico”, anunciou
Mandetta.
Atualmente, o Ministério tem um mecanismo de fornecimento de informações
pelo número 136. O ministro, contudo, não adiantou como o sistema de
Teleatendimento funcionará, o que deverá ser detalhado até o fim desta
semana.
Testes
O ministro Mandetta também informou que os Laboratórios centrais nas 27
unidades da Federação foram capacitados para realizar os testes. E que agora
não será necessário remeter amostras para outros Estados, o que deve
acelerar os resultados. Diante das orientações da Organização Mundial da
Saúde de testar todos os suspeitos, o ministro explicou os esforços para
ampliar a estrutura de análise dos casos.
“Estamos trabalhando com produção máxima de kits [de teste]. Estamos nos
preparando com as estruturas, uma da Fundação Oswaldo Cruz e outra no
Paraná, e devemos chegar a 1 milhão de kits. Vamos abrir para outras
estruturas produzir também. E se tiver possibilidade de aquisição, podemos
adquirir também. Vamos trabalhar com kits para fazer diagnóstico em pacientes
mais difíceis. Teremos teste de anticorpo para fazer na população geral”,
declarou Mandetta.
Abastecimento
O ministro alertou para medidas de restrição de circulação de pessoas ou
fechamento de estradas que possam ser adotadas por governos estaduais e
prefeituras. A preocupação é que elas possam causar dificuldade de acesso a
alimentos e outros bens importantes de consumo neste momento.
“No caso do fechamento de estradas, a logística é de interesse nacional. Não
adianta fechar tudo e faltar o frango que está pronto para chegar. Segura uma
coisa e desabastece outra. Se não chegar com o cloro para por na água, a
gente sai do vírus e cai em problema de qualidade de água. Isso quando for
feito precisa ter ótica mais centralizada e é isso que está havendo agora,
muitas medidas mais centralizadas, já que são típicas de momento de
epidemia”, defendeu Mandetta.

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Por Jonas Valente – Repórter da
Agência Brasil – Brasília / Edição: Fernando Fraga / Publicado em 18/03/2020