O Programa, do MS, registrou a adesão formal dos grupos, ampliando a participação da rede privada na execução de procedimentos para o SUS.
Segundo o governo, sem custo direto para os pacientes.
Com essas adesões, o Programa passa a ofertar R$ 200 milhões em atendimentos pela rede privada, o que equivale a aproximadamente 85 mil cirurgias e exames adicionais.
A Amil realizará, em um ano, mil cirurgias de alta complexidade em unidades no Rio de Janeiro (Hospital Pasteur, Hospital Pan-Americano e Hospital de Clínicas), com foco em mastectomias, angioplastias, colecistectomias e hernioplastias umbilicais.
A GEAP Saúde realizará 360 cirurgias oftalmológicas anuais no Instituto Brasileiro de Assistência e Pesquisa (Ibap Oftalmologia) em Niterói (RJ), totalizando R$ 1,2 milhão em atendimentos.
Modelo do Programa
Permite a Operadoras de saúde usar sua rede para procedimentos do SUS, como consultas, exames e cirurgias eletivas, gerando “créditos financeiros” tanto para abater dívidas quanto para pagamento de tributos.
Atualmente, além da Amil e GEAP, participam grupos como Rede D’Or, Grupo Athenas e Hapvida.
Da lista de corporações participantes do Programa, três estão no grupo das chamadas “sete irmãs da saúde”, que controlam, em oligopólio, todo o setor de seguros de saúde e laboratórios farmacêuticos no Brasil.
“Ameniza o problema no imediato, e as pessoas precisam de soluções imediatas. Mas e no longo prazo, o que isso representa estruturalmente para o SUS?”, questiona o pesquisador Eduardo Magalhães Rodrigues.
Fonte: Leia mais em https://outraspalavras.net/outrasaude/ 06.01.2026 /